Minha Vida Com Elena – Atualizando

Faz tempo que não escrevo sobre maternidade aqui no blog (apesar de ter rolado umas fotos da Elena nos últimos posts), e muita coisa mudou desde o último post que fiz sobre isso.

Primeiro que Elena já tem quase dois anos, e isso é uma mudança gigante na vida da criança. Não é só mais um ano que chega, é o passo definitivo para dar adeus a fase bebê e iniciar a fase criança. E é justamente aqui que começa os “terríveis 2 anos”. É bem parecido com o momento em que a gente chega na adolescência e não sabe se ainda é criança, ou se já é quase adulto… Só que aqui a gente insere um detalhe importante: ela é bebê/criança, tá aprendendo sobre a vida, limites, possibilidades, e tá começando o processo de entender os nãos e os sims, dar limite é foda, minha gente.

Tem que fazer todo um trabalho mental e de persuasão pra não passar o dia todo falando “não”, justamente por tanto usar essa palavrinha que agora Elena olha as pessoas na rua e sai falando “não” pra elas… Estamos praticando MUITO o diálogo, naquele nível de esgotar as forças no final do dia.

Confesso inclusive que ás vezes bate um desespero, parece que nunca vai entender, aí em um belo dia a mágica acontece e ela entende tudo e sai dando lição de moral na gente, inacreditável!

Elena é uma criança MUITO bagunceira, das mais bagunceiras que já vi na vida. Gosta mesmo quando tá tudo organizado, aí brinca com todas as coisas ao mesmo tempo em 5 minutos, e depois larga tudo de mão (bagunçado) e parte pra próxima. E esses dias ao falar pra ela guardar o “circo” que tinha feito, ela me disse “a mamãe guarda”, vê se eu posso com isso?!

Outro ponto: ela destrói MUITO os brinquedos, e essa é uma diversão. O “coelhinho” da Páscoa presenteou com um quebra cabeça. Ela adorou, mas logo a caixa do joguinho não existia mais, ela decidiu que subir em cima da caixa era mais divertido do que montar. E sim, o quebra cabeça era pra idade dela…

Ter filhos é um jogo de paciência infinito, de respira/inspira/não pira, tem dias que a gente acha que não vai dar, mas ter que fazer acontecer né? Não tem muita saída, o que resta é dar risada, conversar por duas horas (e daqui a 10 minutos conversar novamente) e rezar pra que quando a adolescência chegue de verdade eles peguem mais leve com a gente. Maternidade é para os fortes.

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Séries pra Maratonar

Desde que nos mudamos para a Espanha que estamos sem canais de televisão, tanto os canais abertos quanto os fechados. Fomos deixando e até agora não fizemos nada a respeito, e quer saber? Não estamos sentindo nenhuma falta (tá, mentira, rola uma saudadezinha de assistir noticiários pela manhã). Com HBO streaming e Netflix tá tudo resolvido (e uns bons canais do Youtube). Acho que nunca fiz tanta maratona de séries na vida, até tive que fazer uma pausa porque estava ficando excessivo :p

E tenho algumas pra recomendar, afinal coisa boa a gente compartilha. Quando fiz a lista de séries pra postar, e ver se não tinha esquecido de nenhuma me dei conta que todas elas tem uma coisa em comum: mulheres como protagonistas. E foi aí que me dei conta que as séries que tem mais despertado minha vontade de assistir enlouquecidamente, são aquelas onde o sexo feminino se faz presente com muita força e protagonismo. Achei ótimo! Girl Power na veia, minas no poder! Ok, constatações de lado, vamos as indicações:

  • LOVEJá indiquei essa série antes, quando eu e o Fábio assistimos rapidamente a primeira temporada. Gostamos muito e ficamos contando os meses pra próxima temporada, logo que ficou disponível voltamos a ver, e gente… Tô pra dizer que essa segunda temporada é ainda melhor do que a primeira. Mickey e Gus estão mais íntimos, por assim dizer, o que faz com que o espectador também fique mais próximo deles e dos demais personagens. Tem um desenrolar maior no que diz respeito ao psicológico de cada um (que frase é essa?!), me senti muito amiga da galera e ansiosa pra saber o desfecho da temporada (sem spoilers). Recomendo demais, seja pela série, seja pelo figurino (que fala demais sobre os personagens), seja pela trilha sonora… Vejam!!!

 

  • Big Little Lies – Vi o review dessa série na Glamour Espanha e fiquei MUITO curiosa. No outro dia contratei o serviço de streaming da HBO e não parei mais de ver. Os episódios são bem longos, a trilha é MA-RA, e as atrizes são um caso a parte, Reese Whiterspoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley formam o trio principal que rouba total a cena. A série é coisa de gente grande e tem várias cenas de violência, tanto física quanto psicológica. A história se passa em uma cidadezinha da Califórnia e desde o primeiro episódio já dá pra perceber que ocorreu um crime, já aparece várias cenas de interrogatório policial, e os interrogatórios falam muito sobre as personagens principais e suas relações. Muito bem montado, muito bem filmado e intrigante. Li que Reese e Nicole tinham comprado esse roteiro a bastante tempo, o projeto era fazer um filme e acabaram decidindo por fazer a série. Recomendo demais, demais. Das melhores que já vi na vida!

 

  • Feud – Uma série onde a primeira temporada é toda dedicada a rivalidade histórica entre Joan Crawford e Bette Davis, por si só já vale assistir. Mas a série vai além e foca no sexismo, idade e misoginia presentes em Hollywood, imperdível. Gostei demais do que vi, não só porque AMO cinema antigo, mas porque Susan Sarandon (Davis) e Jessica Lange (Crawford) estão geniais. A fotografia e figurino são um show a parte. A história começa a ser contada quando Joan Crawford e Bette Davis vão gravar o famoso O Que Terá Acontecido a Baby Jane? de 1962. E todo o tumulto e mídia em cima da filmagem do longa e da relação pós filme das duas. Feud já tem uma segunda temporada garantida que mostrará a relação entre o Príncipe Charles e a Princesa Diana. Enfim, VEJAM!

 

  • Girl Boss – Li o livro (comentei sobre isso aqui), super admiro a Sophia Amoruso, mas não estava louca pra ver, tanto que vi outras séries antes… Mas me rendi e confesso que não me apaixonei, como li em tantos lugares o povo desesperado pela segunda temporada. Achei bacana, interessante, mas um pouco forçada. Não gostei do personagem Sophia, achei um pouco caricatura demais da menina que é aloprada e não tá nem aí pra nada e o mundo que se foda. Claro que tem o desenrolar da coisa, mas não amei. E porque eu tô indicando? Porque acho que o figurino é ÓTEMO, a saga profissional dela é bacana e inspiradora (e REAL) e quando lançar a segunda temporada com certeza não sairei correndo para ver, mas verei.

 

  • Grace and Frankie – Não sei se já indiquei essa série antes, mas caso eu não tenha indicado aqui vai: assistam! É boa demais, demais. As mulheres que dão nome a série são duas senhores idosas que após anos de casamento heterossexual, descobrem que seus maridos são gays e que pretendem se casar. As duas vão viver juntas em uma casa de praia e precisam conviver com suas enormes diferenças e com o emocional abaladíssimo pela separação e pela traição. Tudo isso com muito humor, genialidade, empoderamento e uma boa dose de lições de vida. É uma série leve, de capítulos curtos que já está na sua terceira temporada, e não perdeu a graça, muito pelo contrário, só fica cada vez melhor. Acho incrível que uma série mostre que mulheres podem continuar com suas vidas, seus sonhos, desejos e conquistas mesmo após a maternidade, a separação e a idade que no final das contas chega pra todo mundo. Indico, indico, indico!

Me contem, quem já viu alguma dessas séries? O que achou? Alguma série pra me indicar, já tô ansiosa pra maratonar uma nova.

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Mudamos!

Elena aprontando no avião
Elena aprontando no avião

A questão é que quando escrevi o post anterior a esse eu já sabia que uma grande mudança estava pra acontecer, só que eu não podia contar nada, e agora cá estou aqui pra falar tudo, ou pelo menos quase tudo.

Eu e o Fábio somos inquietos por natureza, não tenho dúvidas que isso foi uma das coisas que mais nos aproximou no início do nosso relacionamento, essa vontade de desbravar tudo, ver tudo, sentir novos cheiros e experimentar novos sabores. Não a toa nossa primeira casa juntos foi em uma cidade nova para os dois, São Paulo (lembram do Minha Vida em SP?). Quando voltamos para Porto Alegre, pra estarmos perto da família pro nascimento da Elena, sabíamos que seria provisório, só não sabíamos por quanto tempo.

Com o passar do tempo na capital gaúcha, a gente nunca parou de pensar em possibilidades, e aí no início de 2017 surgiu a oportunidade, Fábio foi convidado para trabalhar em Santiago de Compostela na Espanha.

Em dois meses vendemos praticamente TODAS as nossas coisas, nos desfizemos de pilhas e mais pilhas de roupas, e entregamos nosso apartamento. Passamos semanas na saga de encontrarmos um apartamento em Santiago pela internet, queríamos muito chegar na cidade e já estarmos na nossa nova casinha. Mas não deu e fomos de Airbnb por uma semana.
Hoje faz exatamente um mês que desembarcamos na Espanha, e tá sendo uma experiência incrível pra gente. Muitas coisas lindas e inspiradoras, uma qualidade de vida de cidade pequena com o acesso a tudo (como uma cidade grande), começar de novo longe de toda a família, montar uma outra casa do zero, um mundo de descobertas.

Se a gente vai ficar muito tempo por aqui? Ainda não sabemos, viemos sem planos pra volta.

Se vai ter muito post no blog? Não prometo nada, mas a vontade é grande.

Se vai ter saudade? E como! Já tem uma imensa, que começou no momento que entramos no embarque ainda lá em Porto Alegre. Não a toa saudade só existe no nosso português.

 

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Cheiro de Novidade

Olha eu aqui! Depois de um recesso significativo tô de volta.
Demorei pra dar as caras não por falta de vontade, mas sim porque sempre deixava pra depois e quando via já tinha passado um mês inteirinho e outro e outro…

Esse tempo sem aparecer me fez pensar muito em como voltaria a escrever e sobre o que. Não que eu não estivesse satisfeita com meus posts, mas acho que eles precisam ser ainda mais meu dia a dia, abordar mais a maternidade, projetos, receitinhas, realmente um Lola’s Town.

Então é isso aí que teremos por aqui em 2017, mais posts (META), mais Elena e vida REAL.

Porque de contos de fadas a internet tá cheia!

Vem cá, pega uma fatia de bolo, um cafézinho e senta pra me ler :)

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Baratinhos de Make

Testar produtos de beleza é das coisas que mais adoro, ainda mais se o produtinho for de make, ou pra make.

E é justamente sobre isso o post de hoje! E melhor, produtinhos de make baratinhos!!

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Andei vendo muito pela internet (blogs, Instagram, Snapchat) os produtinhos da Ruby Rose, e confesso que o que mais me chamou a atenção foi o corretivo com uma embalagem que lembrava muito o queridinho da NARS. Fui correndo pro centro de Porto Alegre procurar o corretivo e a base da marca. Achei em uma loja famosa por vender roupas MUITO baratas e bem populares, eles têm um departamento de makes e bijuterias. Tinha todas as cores de base e todas as cores de corretivo, e mais um monte de makes baratinhas e irresistíveis.

Trouxe pra casa o corretivo na cor L1 e a base na cor L3 . E as minhas considerações: a base tem uma cobertura excelente, a cor ficou ótima pra mim.

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Apesar de ela ser Matte não deixa com aspecto seco, e nem dura muito. Depois de algumas horas (umas 2h/3h), já começa a transferir e deixar um aspecto oleoso. No final da tarde, a minha pele já estava bemmm oleosa. Levando em consideração que a base custou R$ 9,50 achei muito boa. Pra quem tem a pele seca, acredito que vá ficar ótima! Tem cheiro, mas nada que incomode. E um pouquinho já faz o serviço de cobertura boa no rosto.
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O corretivo foi uma compra EXCELENTE e quando terminar vou querer outro, com certeza! Olha que eu sou a louca do corretivo, acho que é o item de maquiagem que mais tenho, do caro ao mais baratinho. Esse da Ruby Rose custou R$ 7,50. Cobre muito bem, não acumula nas linhas de expressão, e dura. Além de ter um aplicador ótimo pra fazer contorno nas áreas que devem ser iluminadas. Eu gosto de espalhar com a esponjinha, genérica da beauty blender, úmida. Mas já testei com os dedos e também tem um ótimo efeito. Resumindo: comprem porque vale muito a pena.

Os outros dois baratinhos que indico são o pincel da linha rosé da Panvel, esse pra base (que não uso pra base) ótimo pra fazer contorno! Macio e encaixa direitinho nas laterais do rosto, além de lindo! Custou R$ 18,95.  O pó também da linha Panvel Make Up comprei pra contorno, na cor mais escura disponível e adorei! Estava usando minha paleta da Urban Decay, mas como não é coisa baratinha, deixei pra ocasiões especiais e esse vai ser meu amigo do dia a dia. Fixa bem, tem uma cor ótima inclusive pra bronzer e custa pouco R$ 16,95. E a Panvel atualizou a embalagem que ficou muito mais atrativa, moderna e resistente. Essa cor é 06 – Bege Chocolate.

Em breve tem mais testados de make e beleza!

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Fazendo Arte

Me conta, você sabe fazer algum trabalho manual? Bordado ponto cruz, bordado livre, tricô, crochê, costura, macramé… Não importa qual, mas sai alguma coisa dessas mãos, ou nem sabe que agulha serve pra quê?

Não faz muito tempo, bastava alguém mais jovem (geração a partir de 1980, talvez nem tão jovem assim) dizer que bordava, ou que tinha feito um cachecol em tricô, pra receber olhares meio tortos e estranhos, e não raro alguém dizia: “Ihhh, que coisa mais do tempo da vovó!”.

Pois é, super do tempo da vovó!! Mas tem coisa mais legal do que o tempo da vovó? Onde as coisas eram mais valorizadas, duravam mais, e o descartável era impraticável.
Nessa onda de sustentabilidade, consumo consciente, e resgate das origens, a galera mais jovem (mencionada acima) tá tirando do baú os “riscos”, agulhas de tricô, linhas de crochê, e o etamine e botando pra quebrar.

Sem falar que muitas meninas estão usando as artes manuais pra trabalhar o empoderamento feminino e protestar em formato de bordados/crochês/tricôs.

Pelas bandas de cá desde pequena convivo com mulheres que fazem arte, e curiosa que sou, aprendi a fazer diversas coisas na infância. Meu primeiro cachecol fiz aos 10 anos, e meu primeiro bordado livre aos 12 anos.
Mas como faço parte dessa geração do consumo exacerbado, deixei de lado minhas habilidades. E só voltei a retomá-las em uma viagem no meio do ano pra casa da Kaka. Ela que começou a se interessar profundamente pelo assunto, me incentivou e voltei pra casa com o início de um cachecol pro Fábio. Não só conclui esse, como fiz mais um pra mim.

Os cachecóis que fiz nesse inverno
Os cachecóis que fiz nesse inverno

Faz uns dias que comecei o bordado livre, vi os vídeos para iniciantes do Clube do Bordado, comprei os materiais e já vou iniciar minha terceira “obra”. É um passatempo ótimo (não que eu tenha muito tempo livre), relaxa, desopila, finalizo meu dia ente linhas e agulhas e me sinto muito bem!!

Meus bordados
Meus bordados

Acho sensacional que a gente retome esses valores do faça você mesmo, e mesmo que você ache que não tenha muito habilidade, não deixe de tentar. O prazer de ter algo que foi feito pelas nossas mãos é libertador, recomendo!

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Lindos Lidos

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Todo começo de ano prometo pra mim mesma que lerei mais, e já faz alguns anos que não consigo cumprir a promessa como gostaria. Tantos foram os livros que comprei, e poucos foram os que li do início ao fim.

Em janeiro de 2016 lá estava a promessa novamente na minha vida, só que dessa vez tô cumprindo, pelo menos um pouquinho mais do que nos últimos anos, já foram 6 livros em 8 meses (sim, porque setembro mal começou e ainda não conta). Espero que neste ano eu consiga terminar os 12 que sempre me proponho.

Dentre os lidos, três foram felizes surpresas e achei que valiam o compartilhamento.

A Garota no Trem – Paula Hawkins: A primeira vez que li algo sobre esse livro foi no blog da Ju, achei bacana mas não me interessei por comprar, passou batido. Aí, numa ida a Saraiva, o Fábio foi ao caixa com o livro em mãos. Ele se interessou pelo comentário que dizia ser parecido com Garota Exemplar. Trouxe pra casa, leu umas 10 páginas e parou. Eu que tinha terminado de ler A Febre (que não me conquistou) precisava de uma leitura nova, peguei A Garota no Trem e não larguei mais, Fábio perdeu total. O livros é sensacional, muito bem escrito, a história é contada pela ótica de três mulheres muito distintas, mas muito intrigantes. É impossível começar a ler esse livro e não se sentir parte da história. Confesso que antes do final eu já sabia qual seria o grande desfecho (anos de experiência com esse tipo de livro), mas não me desanimei, porque é impossível desanimar com essa narrativa. Recomendo muito, muito! Ainda mais que o livro virou filme, e amo Emily Blunt (que faz a  personagem principal da história).

Caixa de Pássaros – Josh Malerman: Sim, eu sou a rainha do thriller, são os livros que mais me prendem. E esse me chamou atenção exatamente por ser descrito como “um thriller perturbador”. Comecei, e devorei. E senti MUITO medo, nível sonhos aterrorizantes e ter medo de pegar água na cozinha enquanto todos dormiam em casa. Terminei o livro em julho e ainda penso sobre ele, tamanho o poder da história e o quanto ela é envolvente. Já li livros melhores escritos, mas a história desse é sensa! Os personagens são muito bem construídos e terminei tendo a impressão que conhecia cada um deles. Caixa de Pássaros tem uma escrita simples e acessível, e o fato de não sabermos realmente o que ocorre para que os personagens fiquem confinados dentro de uma casa, e não possam abrir os olhos fora da mesma, faz querermos chegar ao desfecho final logo. Pra quem gosta de livros neste estilo, recomendo, leiam!

A Amiga Genial – Elena Ferrante: Vi esse livro pela primeira vez na Saraiva e me chamou atenção o nome da autora (por que será?), mas deixei pra lá. Em outro momento, dando uma navegada (ou seria namorada) no site da Amazon ele apareceu novamente pra mim e resolvi dar uma lida na sinopse e me encantei. Pesquisei mais sobre a autora (que na verdade não se chama Elena e usa esse pseudônimo para escrever essa série de livros, ninguém conhece seu rosto, e concede entrevistas todas por e-mail). A Amiga Genial faz parte de uma série napolitana, e é o primeiro livro de quatro, os próximos são: História do Novo Sobrenome, História de Quem Foge e de Quem Fica e História da Menina Perdida. Terminei ontem de ler o primeiro e estou encantada, devorei o livro. Li em pouco menos de duas semanas. A narrativa é feita por Elena (personagem) que se propõe a contar a história de sua melhor amiga Raffaella que desaparece já adulta. A narrativa começa com a infância das duas, desde o início de sua amizade em Nápoles. E termina durante a adolescência, no meio de um grande evento que mudará suas vidas. Nem preciso dizer que já estou louca para ler o próximo, me afeiçoei muito aos personagens, imagino como será quando ler o último… Apesar de ser um livro mais denso que os anteriores, mencionados acima, a leitura flui muito e a linguagem é simples. As amigas são apaixonantes, leiam!

Dica: livros comprados pela internet sempre são mais baratos, mesmo se comparados com a loja física. Tenho comprado pela internet, na Saraiva e ao invés de pagar frete, peço para entregar na Saraiva mais perto da minha casa. Pago mais barato pelo livro (bemmm mais) e economizo na entrega.

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Maternidade: Os Perrengues

Uma sapeca e seus lenços de papel
Uma sapeca e seus lenços de papel

Tô há horas pra escrever esse post. Pode até ser meio estranho, afinal a gente se dedica mais pra fazer posts de coisas maravilhosas e incríveis. Mas eu, como super entusiasta da maternidade vida real, achei que valia muito falar sobre isso.

E detalhe: perrengue de maternidade é f… sim, mas é bom pra aprender e tirar de letra na próxima oportunidade. E não posso deixar de acrescentar que ler os perrengues alheios faz a gente se sentir menos solitário nesse mundo maluco da maternagem.

O tornar-se mãe por si só já é um perrengue, e sério, não venha me dizer que pra você foi as mil maravilhas. Tenta lembrar direitinho do início e você vai ver que agora, depois que passou, só ficam as lembranças lindas. Mas dedicando um pouquinho de tempo pra ir lá fundo da memória vai recordar que sim, foram mais de duas cólicas que não passavam jamais (exemplo: Fábio jura que Elena só teve 7 dias de cólicas… Aham…).

Aí quando tá tudo bem, quando a gente se adaptou, o bebê pega uma virose. E a primeira virose é inesquecível, porque provavelmente você vai correr pela primeira vez pra emergência pediátrica do hospital mais próximo. Foi o que aconteceu aqui em casa e foi uma loucura sem fim, a gente acha que tá acabando o mundo. Aí chega lá e descobre que não é bem assim, e acredite em mim: o bebê é quem menos sofre.

As próximas viroses assustam, claro, a gente sempre se assusta, mas já tem calma pra lidar com a situação. A gente aprende a lidar com febre, entende que febre não é o do fim dos tempos. Nada mais é que o corpo reagindo a algo que está por vir, e que uma boa compressa do tempo da vovó, ajuda horrores (assim como um banho relaxante).

E quando começam a nascer os dentinhos… O sono que antes era tranquilo a noite inteira, agora fica agitado e até agulha caindo no chão, desperta o bebê. Difícil demais, mas passa! Sempre passa! No nosso caso teve um remedinho fitoterápico que salvou nossas vidas (comentem com seus pediatras). A Elena ficou muito mais tranquila, e bem menos incomodada.

Mas acho que de todas as coisas, até agora, o que mais partiu o coração foi o primeiro resfriado. Não tem nem um mês que ele passou aqui em casa, e parecia que não ia embora nunca. Foram 5 dias tristinhos e abatidos, senti muita falta da bagunça e das peraltices. Marquei até uma consulta de emergência com a pediatra que riu da minha cara e comentou “o primeiro de muitos, é SÓ um resfriado”. Mãe e pai sofrem!!

Não é fácil ver o bebê sofrer, não é mesmo. O que me ajuda é pensar que isso tudo tá fortalecendo o sistema imunológico e deixando minha pitoca mais forte, e uma boa dose de amor (e mamá direto da fonte) sempre curam muito mais rápido.

Seu bebê tá dodói? Garanto que vai passar, sempre passa! E a gente fica mais forte pra próxima, porque com certeza as próximas virão…

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Dancing With Carrie

Esse mês vai ter postagem coletiva do Discípulas de Carrie (pra saber mais a respeito, clica aqui). Ando meio em falta com o grupo, mas cá estamos!!

O tema de julho tá ótimo: Dancing With Carrie e entre as opções, resolvi fazer a Blahnik Movie (normalmente eu acabo optando por essa :p). Ou seja, minha trilha sonora favorita!
Confesso que escolher apenas uma trilha é difícil pra caramba, já viciei nas melodias de alguns bons filmes: Django, O Diário de Bridget Jones, Um Lugar Chamado Notting Hill, Nick e Norah Uma Noite de Amor e Música, Uma Manhã Gloriosa… Foram muitas trilhas ótimas. Mas a preferida de todos os tempos é a do filme 500 Dias Com Ela.

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Amo esse filme em todos os aspectos: o enredo, a fotografia, o figurino, os atores, e claro: a música!! Tem Regina Spektor, The Smiths <3, Doves, The Temper Trap (com uma das músicas mais lindas deles), Simon & Garfunkel, Wolfmother…

  • A Story of Boy Meets Girl – Mychael Danna and Rob Simonsen
  • Us – Regina Spektor
  • There is a Light That Never Goes Out – The Smiths
  • Bad Kids – Black Lips
  • Please, Please, Please Let Me Get What I Want – The Smiths
  • There Goes The Fear – Doves
  • You Make My Dreams – Hall & Oates
  • Sweet Disposition – The Temper Trap
  • Quelq’un M’a Dit – Carla Bruni
  • Mushaboom – Feist
  • Hero – Regina Spektor
  • Bookends – Simon & Garfunkel
  • Vagabond – Wolfmother
  • She’s Got You High – Mumm-Ra
  • Here Comes You Man – Meaghan Smith
  • Please, Please, Please Let Me Get What I Want – She & Him

Pra quem não conhece, fica a dica, um monte de música boa pra caramba. Abaixo coloquei a trilha pra ouvir direto do YouTube.

Espero que gostem :)

 
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Bolinho de Banana

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Elena está em uma fase que quer comer TUDO o que nos vê comendo, absolutamente tudo. E não interessa se ela acabou de almoçar/lanchar/jantar, ela quer experimentar.
É muito difícil dizer não pra tudo, até porque acho maldade. Ela não entende porque pode comer algumas coisas e outras não.

Então decidimos que se ela não pode comer algo, não vamos comer na frente dela.
Pra nós tem sido ótimo, estamos tendo uma alimentação mais saudável. E ela fica feliz da vida de compartilhar refeições e pratos com a gente, fica se achando.

O mais difícil é conter as guloseimas, então substitui por receitinhas que ela possa saborear, todas sem açúcar. A que tem feito mais sucesso, seja com a pequena, ou com a gente é o bolinho de aveia com banana.
Por isso resolvi compartilhar a receita, anota aí!

Bolo de Aveia com Banana

Ingredientes:
4 bananas (uso a orgânica, seja prata ou caturra)
3 ovos (sempre ovos caipiras)
1/2 xícara de óleo (já usei óleo comum, mas na última vez usei o de coco e achei bem melhor, mais saudável e saboroso)
1 xícara de uva passa (já usei tâmaras também e fica uma delícia)
2 xícaras de aveia em flocos finos (flocos médios ou grossos, deixam a massa muito pesada e ressecada)
1 colher de sopa de fermento
Canela em pó a gosto

Modo de Preparo:
Bater no liquidificador as bananas, os ovos, o óleo e a uva passa até formar uma pasta. Em um bowl acrescentar a aveia e a canela (se for usar), e por cima a massa do liquidificador, misturar bem e colocar o fermento.
Colocar em uma forma untada, e levar ao forno pré aquecido a 180 graus por 30 minutos mais ou menos.
Eu prefiro fazer em forminhas de cupcake, já que fica mais fácil caso eu queria carregar pra Elena comer de lanche em passeios e viagens.
Rende 12 muffins.

Todo mundo aqui em casa se delicia com o bolinho, inclusive fiz pra Elena comer no aniversário dela. Se ela come só um, sempre chora querendo mais.

Ahh, e se por acaso você não tem filhos, não é motivo pra não fazer. É super saudável e mata a vontade de um docinho, mesmo sem ter açúcar.

A fonte da receita é o Prapapá.

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